Tecnologia gera tecnologia

No mundo atual, é inevitável não visualizar a magia tecnológica que permeia nossos dias. Tecnologias que surgem em frações de segundos e as pessoas precisam acompanhar a diversidade imposta pelo desenvolvimento tecnocientífico.
No jornalismo não é diferente. Como toda profissão em constante movimento, os moldes tradicionais devem se enquadrar nas qualificações atuais. Discussões acerca da revolução no ambiente jornalístico geram cada vez mais desafios.
Congressos, encontros, simpósios se baseam hoje na evolução da tecnologia e como ela deve se apresentar para ampliar a qualidade profissional.
Sem dúvida, as grandes mudanças no cotidiano dos jornalistas começam com a informatização das redações dos jornais e revistas no Brasil, iniciada na década de oitenta. Com a introdução dos computadores, os jornalistas tiveram de se adaptar a uma realidade profissional que incluía a exigência de maior qualificação, a especialização crescente, as modificações nas condições de trabalho e, sobretudo, a intensificação do trabalho.
Mesmo com toda a modificação explítica das questões profissionais, a tecnologia não mudou a relação do jornalista com seu fazer profissional ou com as ferramentas de trabalho necessárias a ele. Da mesma forma, não mudou a relação entre o empresariado de comunicação e os profissionais, essa continua sendo mediada pelo capital e pela apropriação do trabalho.


Renata Charlene.

ESTUDO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA OS HOMOSSEXUAIS

Esse artigo é uma introdução ao uma pesquisa que pretende ser bem mais vasta, um estudo sobre a historicidade, o cotidiano e as violências morais e físicas sofridas por aqueles que assumem suas relações “homoafetivas” 1 na cidade de Campina Grande ,nas décadas de 70 a 90. Para essa preferência afetiva e sexual já foram designados vários termos e opiniões, esse tipo de relação, entre pessoas do mesmo sexo é conhecida desde as sociedades antigas espalhadas em diferentes localidades do mundo (egípcios,cretenses , gregos,romanos ) .No Brasil colonial ate os dias de hoje encontramos alguns relatos sobre essas praticas , seja entre as sociedades indígenas , os colonizadores europeus e os negros escravizados vindos da África, nesse sentido a obra “Frescos Trópicos “ de James N. Green e Ronald Polito nos oferece mais esclarecimentos.
Entre os séculos XIX e XX alguns estudiosos sobre esse assunto, entre eles médicos brasileiros tratavam esse tema como uma patologia psicológica, uma perversão,ou seja , algo anormal e doente . Era uma “psicopatia sexual” ligada a delinqüência e a deficiência mental, e ainda associada a falta de capacidade intelectual. Os “transviados”,(termo como eram conhecidos ) estudados por esses pesquisadores eram aqueles que estavam em penitenciarias , o livro “Homossexualismo e Delinqüência”(1967) escrito por Luiz Ângelo Dourado é um exemplo , ele estudou os homossexuais do Presídio do Estado da Guanabara na década de 60 confirmou a opinião da época , que os homossexuais tinham tendências para pratica da violência .Existia também outros tipos de opiniões já vigentes,a do também médico Leonídío Ribeiro desenvolveu sua pesquisa relacionando essa preferência a causas orgânicas em seu livro “Homossexualismo e endocrinologia”(1938) , segundo eles o comportamento era fruto de falhas no sistema endócrino. Essas visões chegam a conclusões negativas sobre o tema , hora visto como desvio psicológico ou visto como fruto do mal funcionamento do corpo.


“O criminoso e o neurótico homossexual ainda possuem em comum a precocidade e a hipermetrofia 2 da vida instintiva , a instabilidade emocional , a heteragressividade 3 e a deficiência intelectual , condições que determinam o estado periculoso e podem ensejar o crime. Semelhantes características foram encontradas em praticamente em todos os homossexuais por nós estudados . Assim , não se pode fugir á relação homossexualismo é delinqüência. É obvio que nem todo uanista 4 é necessariamente criminoso e vice-versa mas, em muitos casos , o homossexual , quer seja ostensivo ou latente ,pelas características já assinaladas , geralmente presentes , é, sem duvida , um predisposto ao crime.”(Dourado , 1967,13)



O “homossexualismo” se apresenta de varias formas sendo superficial uma classificação como uma indivíduos de mesmas características , na sociedade brasileiro é visto de diferentes formas ,Peter Fry e Edward MacRae no livro “O que é Homossexualidade” (1983) , fala sobre essas variedades , já que em muitos lugares do Brasil o Homossexual masculino só será o homem que assumir a “passividade no ato sexual “ ou seja , ser o “ativo “ mesmo que em relações com outros homens (“bichas”) não era sinônimo de homossexual. Mas segundo esses autores os que se dizem unicamente “ativos” por se relacionarem com outros homens também são considerados homossexuais mesmo que os passivos tenham características femininas , como por exemplo travestis.,ou seja ,eles discutem o conceito e o caracteriza fazendo um importante estudo de como encontraremos essas preferências no Brasil e como elas se apresentam, já que existe aqueles que assumem o fenótipo de sua opção , se travestindo de mulher usado assessórios e maquiagens tidos como femininos , chegando as vezes a fazer a operação de mudança se sexo , outro caso são os que preferem a descrição , se comportando como heterossexuais e realizando suas relações homossexuais as escondidas ,tendo ainda os que são bissexuais que se relacionam os pessoas de ambos os sexos.
Concentrarei minha pesquisa nas questões do cotidiano, no perfil homossexual masculino da cidade e na opinião deles próprios sobre si, e da opinião publica sobre eles. Para isto, as fontes que utilizarei serão os jornais da época e alguma publicação em revista a respeito desse assunto, não esquecendo do relato pessoal de homossexuais que vivenciaram essa época, suas condições de vida, o preconceito, e como aconteciam os casos de violência e sobre seus relacionamentos amorosos. O que nos faz entender melhor o contexto social.
Ao analisar minhas fontes quero reconhecer o caráter dessas violências, se era resumido a agressão física ou se existia outras formas como a violência moral. Sabemos que a violência homofônica é gerada pelo preconceito e não aceitação que muitas vezes geram o abandono da família e amigos a os que se assumem essa característica. Temos algumas hipóteses que pretendemos esclarecer, como se a violência ocorre entre os homossexuais de todas as classes? Quem são os agressores? Desconhecidos, amigos, ou familiares. A opinião publica do município, doença? Desvio de comportamento? Falta de moral? Mal formação do corpo?Onde se concentravam os homossexuais dessas décadas? Qual eram os seus espaços de sociabilidade? de encontro e de convivência .
A violência é ainda um grande trauma na sociedade brasileiro e ela acontece de varias maneiras, ela reprime assusta e faz com que a população fique com medo . Nesse sentido, acho fundamental a discussão sobre esse tema é ainda marginalizado e muitas vezes vistos pelo olhar preconceituoso da biologia, religião e opinião publica.


“ Homossexualidade (grego homos = igual + latim sexus= sexo) refere-se ao atributo, característica ou qualidade de um ser — humano ou não — que sente atração física, emocional e estética por outro ser do mesmo sexo. Como uma orientação sexual, a homossexualidade se refere a "um padrão duradouro de experiências sexuais, afetivas e românticas principalmente entre" pessoas do mesmo sexo; "o termo também refere-se a um indivíduo com senso de identidade pessoal e social com base nessas atrações, manifestando comportamentos e aderindo a uma comunidade de pessoas que compartilham da mesma orientação sexual. A homossexualidade é uma das três principais categorias de orientação sexual, juntamente com a bissexualidade e a heterossexualidade, sendo também encontrada em muitas espécies animais. A prevalência da homossexualidade entre os humanos é difícil de determinar com precisão; na sociedade ocidental moderna, os principais estudos indicam uma prevalência de 2% a 13% de indivíduos homossexuais na população, enquanto outros estudos sugerem que aproximadamente 22% da população apresente algum grau de tendência homossexual. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade/ 07/10/2009)



Essa definição atual das relações homoafetivas tirada da internet traduz bem o novo pensamento em relação a essa pratica, ou seja, uma opinião sem preconceito vendo esse comportamento como uma escolha normal do ser humano, mas , na pratica devemos lembrar que esse tipo de posição não esta por total na sociedade, ainda existe pessoas que pensam ao contrario, algumas religiões consideram esse comportamento uma anomalia , incluindo as religiões católicas e as varias correntes evangélicas. Sendo ainda possível dizer que os homossexuais ainda estão marginalizados em algumas sociedades.
No caso brasileiro ,mas precisamente o Paraibano , o que chama atenção e a quantidade de violência contra eles, que é um dos maiores entre os estados brasileiros . Mais qual o motivo gerador desse tipo de violência ?

Para obter uma reposta sobre essa pergunta se faz necessário utilizar da história Oral 5 ,para a recuperação da memória e vivencias dos que sofreram algum tipo de condenação por admitirem esse tipo de amor.


Por Érika Sibelle

Jornalismo Literário

Dúvidas. Diversas formas, estilos e áreas. Quando se estuda jornalismo são constantes as preocupações do que seguir, o que fazer, como falar ou se expressar. Definir o que se conhece para o que se pretende conhecer nos instiga a uma pesquisa rotineira de especializações, e isso define o jornalista da sua linha de reportagem que se pretende ser especialista.

No segundo ano da universidade conheci uma área de jornalismo que me define e que me proporciona uma linguagem expressiva e de ricas vertentes, que é o que busco e pretendo, não de início por causa de dependência de mercado, especializar-me.

Conheci obras que marcariam, não apenas minha coleção de leituras, mas refinaria minha linguagem e ratificaria minha linha expressiva do jornalismo que pretendo estudar. Deparei-me com as perspectivas subjetivistas e reais de alguém que usava o jornalismo e a literatura juntos.

Leão de Chácara (1975), Malagueta Perus e Bacanaço (1963) do escritor e jornalista João Antônio, foram algumas das obras que me fizeram conhecer o conto-reportagem e foi a perspectiva de João Antônio de interpretar o submundo e a marginalidade que me fizeram conhecer um jornalismo criativo e elaborado .

Foi desde então que o interesse pelo ramo do jornalismo que trabalha com uma perspectiva subjetivista me fez conhecer o Jornalismo Literário. Ramo do jornalismo que trata da confecção de uma notícia com alta voltagem de criação de linguagem, como acontece na literatura.

Deixo claro! Não é poesia. Não é nenhuma forma ou estilo de algum gênero literário. É jornalismo.

Jornalismo para seduzir o leitor, informando-o sem aborrecê-lo e atraindo-o para a essência dos fatos. É ser não-factual e ao mesmo tempo não-ficcional, mas falar o que acontece sem fugir da realidade. Não é enfeitar o fato ou criar alguma coisa para um fato se tornar mais atrativo. É destrinchar o real sem cair no costume da mesmice, é a versão compatível com a lógica, pautada pela ética, que contribui para o conhecimento de quem lê.

Apesar da escrita elaborada, não espere dos personagens, nas reportagens, sentimentos falsos ou esperança de redenção, a realidade é tratada de forma lírica, mas sem dissimular seu lado cruel.

Finalizo deixando um pouco da expressão do que é o jornalismo literário e com a perspectiva de criar a curiosidade de conhecer ou apenas desfrutar um pouco da leitura que o jornalismo literário proporciona.

Dicas:

Malagueta, Perus e Bacanaço (1963)

Leão-de-chácara (1975)

Malhação do Judas Carioca (1975)

Casa de Loucos (1976)


Júlio César Araújo

[MÚSICA] - Christina Aguilera

A menina virou mulher de vez: Depois de amadurecer musicalmente, Christina Aguilera aposta nos graves, efeitos eletrônicos e futurismo em seu primeiro disco não recomendado para menores.

Por Alisson Correia

Christina Aguilera
começou muito cedo a mostrar seu talento para música. Ainda criança participava de concursos, cantava o hino para times de futebol e era perseguida pelas crianças invejosas porque ela sempre vencia todos as disputas musicais mirins de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

A loira é mais uma estrela pop que enfrentou problemas familiares que a fizeram mais forte e até mais famosa. Enquanto crescia e desenvolvia habilidades para música, viu muitas vezes a mãe ser espancada pelo marido (pai da cantora) e isso foi assunto nas letras de I'm Ok, faixa 19 do álbum Stripped, lançado no final de 2002.

I'm Ok



O primeiro passo para fama veio com o programa infantil Club Do Mickey, em que dividiu as câmeras com Justin Timberlake e Britney Spears, além de outros que se tornaram estrelas de destaque no showbuss internacional.

Com o filme Mulan, Aguilera viu uma de suas demos ser ouvida pela RCA Records (SONY/BMG) e foi convidada paa cantar a faixa mais importante da trilha sonora, Reflection. O potencial da garota se mostrou muito além do esperado. Com apenas 18 anos, a poderosa voz alcançou uma nota mais alta que o que ela estava adaptada e o resultado desse sucesso foi o lançamento do primeiro álbum oficial intitulado Christina Aguilera (1999). Mais de 17 milhões de cópias foram vendidas em todo o mundo e o sucesso já chegava sem nenhum esforço.

Quatro músicas tocaram nas rádios, três delas chegaram ao topo da ralação norte-americana e os destaques ficam com Genie In A Bottle e Come On Over Baby.

Genie In A Bottle



Come On Over Baby




Aguilera ainda fez parceria com Ricky Martin em Nobody Wants To Be Lonely, dividiu a faixa Lady Marmalade e o primeiro lugar nas paradas com Lil Kim, Pink, Mya e Missy Elliott e ainda lançou um disco em espanhol (Mi Reflejo), outro natalino e teve um trabalho demo divulgado como álbum depois que perdeu um processo judicial contra a gravadora, já que la não queria Just Be Free nas lojas porque sua voz ainda era "amadora" (nenhum fã reclamou!).

Ricky Martin ft Christina Aguilera - Nobody Wants To Be Lonely



Pero Me Acuerdo de Ti (Mi Reflejo, 2001)



Lady Marmalade




No final de 2002 chega de cantar para adolescentes! Stripped (Nua) chegou às lojas com uma Christina "despida" e tudo o que a "vestia" nesse trabalho era R&B e letras íntimas que revelaram sua vida para o mundo. Uma mulher de verdade, distante de todas aquelas coreografias hingênuas... Sexualidade, romances, dramas familiares, paixão pela música e força depois de algum sofrimento se transformaram em letras assinadas por ela, com parcerias importantes ao lado de Lil Kim, Alicia Keys e Linda Perry. Mais um sucesso! Cerca de 12 milhões de cópias comercializadas. O avanço na utilização das técnicas vocais são notórios neste disco, há mais graves e os agudos daquela "menininha principiante" já não eram tão estridentes como no disco anterior.

Dirrty (ft Redman)



Ainda teve espeaço para uma coletânea comemorativa que celebrou os dez anos de carreira da diva, reunindos os maiores hits da carreira. O destaque para a inédita Keeps Getting Better.

Keeps Gettin Better



Em 2006 Back To Basics trouxe uma proposta completamente diferente. As faixas têm forte influência dos gêneros Jazz, Blues e Soul dos anos 60, 70 e 80 e poucos hits radiofônicos. A loira mostrava que estava cada vez mais madura e experimentando todas as vertentes do que descreve como paixão: música. Nesse disco ela ainda declara todo o amor que tem por sua mãe, relatando também na canção Oh Mother alguns dos problemas conjugais que tiravam o sossego da família.

Ain't No Other Man




Este ano é a vez da loira aparecer nas telonas com o filme Burlesque e brilhar com o disco Bionic. Mais uma inovação, longe de tudo o que ela vem apresentando até agora. Letras que falam sobre sexo, canções que "precisam" de um primeiro lugar e hits que balançam o esqueleto. Aguilera nunca foi tão "comercial"... (!) E por que não poderia ser? Alguem que adora música e que tem uma voz potente para cantar que quiser, também tem liberdade para produzir e trabalhar da forma que achar conveniente para enriquecer a carreira - sempre sob a sombra dos contratos, lógico! As percerias também nunca foram tão novas para ela, como a indiana M.I.A.

Com Bionic e os recursos eletrônicos futuristas, voz em tons médios ou graves - mais que em trabalhos anteriores - a estrela não quer só aparecer ou conquistar o primeiro lugar, porque isso é natural e todos os artistas querem. A cantora quer experimentar o novo, o diferente e o inédito na carreira dela, que não começou ontem e nem ano passado... São dez anos de história musical! Exatamente como ela descreve numa entrevista ao portal internacional de música do Yahoo:




Falar sobre sexo e dinheiro em letras para remexer o quadril, qualquer artista faz; a diferença é fazer isso depois de experimentar ritmos, composições e mostrar que o talento pra música vai muito mais além que figurinos loucos ou hits radiofônicos. Xtina não é de um hit só... Não mesmo!

Bionic
é o quarto álbum oficial de Christina Aguilera e o primeiro com o selo de advertência aos pais porque há conteúdo adulto explícito. O disco deve chegar às lojas este mês e o single que divulga o trabalho é Not Myseylf Tonight.

Not Myself Tonight



Novo olhar sobre potencialidades locais

Por Wenio Tavares Silva

A relação mídia regional e desenvolvimento local vem recebendo novos olhares e análises de diversos estudiosos que possibilitam através de suas pesquisas o aprofundamento do tema buscando caminhos que possam atender à necessidade que existe de explorar as potencialidades regionais.

Relacionada diretamente a reflexões e estudos cada vez mais recorrentes ao processo de globalização vivenciado atualmente, a apreciação da mídia regional em relação ao desenvolvimento local se apresenta como fundamental para o processo de fortalecimento das identidades culturais locais, evidenciando assim uma maior necessidade de compreensão do papel das mídias em todo o território nacional.

Nos grandes meios de comunicação, notícia é sinônimo de grandes acontecimentos, de fatos que causam grande preocupação e interesse da maior fatia da população. No noticiário local essas informações também se fazem importantes, mas o diferencial da mídia regional é divulgar as características peculiares da localidade. Por isso, fatos que para as grandes empresas midiáticas seriam dispensáveis, para o jornalismo interiorano se torna fundamentalmente necessário ao seu trabalho.

As preocupações da sociedade local

É essa realidade que possibilita o desenvolvimento da comunidade, desde que haja um jornalismo com responsabilidade e seriedade. Essa idealização deve persistir no trabalho desenvolvido nos jornais interioranos e reafirmar sempre seu compromisso em ajudar a comunidade e divulgar sua realidade. A mídia local de forma alguma pode esquecer de mostrar as singularidades regionais.

É preciso ressaltar que o próprio conceito de desenvolvimento também vem sendo submetido a reformulações e tendências contemporâneas em um cenário marcado pela modernização/globalização da economia, da cultura, da informação e de tantas outras variáveis que cotidianamente interferem no processo de construção de novas formas de conhecimento e de interação na sociedade.

O interesse maior da mídia regional é atender as necessidades que preocupam a sociedade local. Assuntos referentes ao desenvolvimento da sua cidade ou região e da população, como investimento em saúde, polícia, obras na cidade, como também matérias denunciativas, que alertam o leitor, são comuns em jornais locais.

Garantir o pronunciamento popular

O jornalismo interiorano tem por dever, ou pelo menos deveria ter o compromisso em divulgar os interesses locais, suas reivindicações, sua cultura, suas manifestações populares, seu folclore, seus costumes, e dessa forma auxiliar no processo de desenvolvimento social da região.

Se de fato o jornal trabalha pensando em atuar com responsabilidade e em manter um nível ético e de compromisso com a comunidade isso irá refletir diretamente e de forma positiva no desenvolvimento regional a qual a mídia se faz presente e se inclui como um dos principais setores da sociedade responsáveis em garantir o pronunciamento popular e lutar junto com a comunidade por melhorias sociais.


Acesse http://www.csonlineunitau.com.br/midiaregional/ e fique ainda mais por dentro do assunto.

Jornalismo Científico .1

Por Mayara Dantas

O jornalismo científico surgiu da necessidade de se compartilhar o conhecimento produzido por cientistas e pesquisadores com o grande público, não iniciado cientificamente. Na época, século XVI e XVII, a Europa e boa parte do mundo vivia a era da revolução científica. Newton, Galileu, René Descartes eram os homens da ciência, e para eles a pesquisa/descoberta estava relacionada a divulgação do que seriam seus objetos de estudo. Como exemplo, tivemos o livro publicado por Galileu Galilei, O Mensageiro Celeste, de linguagem coloquial e acessível ao público.

A relevância que as informações científicas têm para a população são cruciais ao seu desenvolvimento. Assim, a atividade do jornalista científico existe para fazer um elo entre o meio científico e o não científico, transmitir um conteúdo fiel ao discurso do cientista, mas que seja capaz de exprimir informações compreensíveis a todos.

O jornalista não deve se deter a apenas divulgar acontecimentos factuais, seu trabalho não está ligado somente a informação, mas também a educação de forma ampla (cultural, política, econômica). Em todas as áreas se aprende sobre ciência; jornalismo científico não é somente meio ambiente e a natureza, existem questões políticas, econômicas e culturais. Comunicar, “traduzir a linguagem construída em laboratórios” é uma forma de democratizar o conhecimento, algo de direito da população, saber o que influencia direta ou indiretamente a sua vida.

Comunicar ciências, nessa perspectiva, não é apenas dar publicidade, traduzir, reconstruir discursos, projetar o conhecimento, mas, principalmente, sinalizar com possibilidades de redução do fosso que existe entre os que conhecem, produzem conhecimento, e os que não produzem e nem têm acesso, numa tradução vulgar do que disse Vessuri (2002).

Em seu artigo Comunicação pública e ciência cidadã, Graça Caldas cita que pesquisas recentes mostram que a população tende a ligar ciência a grandes descobertas, ‘endeusando’ os cientistas, por eles serem os responsáveis pelas pesquisas sobre doenças/curas. Isso demonstra a falta de conhecimento/informação que as pessoas têm. Aqui, o JC sendo responsável nessa desmistificação cria um fio condutor para que as informações cabíveis sobre os pesquisadores cheguem até a sociedade.

Nessa perspectiva a ciência é estudada no seu lugar de produção (laboratório) e entendida como um discurso resultado de processos complexos de negociação e busca de consenso. Quanto maior for a capacidade de articulação e formação de redes, dos atores envolvidos em determinado projeto, tanto maior será a probabilidade de se obter acordos na construção dos significados das teorias propostas. Assim, todo trabalho científico está impregnado de decisões.

Pode-se observar que esta visão de ciência não parte dos conteúdos já significados, mas do processo de construção de significados. Melhor dizendo, do lugar onde os significados são negociados em decisões que vão sendo tomadas ao longo do processo de investigação. Decisões que sofrem influência não apenas dos fatores internos, embora, o método tenha fortes características internalistas; mas, também, de fatores externos ao ambiente de produção, como as políticas públicas, por exemplo.

Nesse sentido, parte ou grande maioria dos cientistas têm opiniões que vão de encontro ao pensamento dos jornalistas científicos. Falta de conhecimento sobre o tema, distorção do conteúdo ou pouca disposição do próprio pesquisador são algumas das justificativas para não haver uma boa relação entre cientistas e jornalistas. Por outro lado, é crescente a associação entre os mesmos para a democratização sobre o que se está sendo pesquisado atualmente

Como diz Latour (1999), a entrada no mundo da ciência e da tecnologia se dá pela porta de trás, a da ciência em construção, e não pela entrada grandiosa, que é da ciência acabada. Se a ciência tem, como diz ele, duas faces - uma que sabe e a outra que ainda não sabe -, é importante ficar com a mais ignorante, com o mínimo possível de idéias sobre aquilo que se constitui ciência. Ao entrar no laboratório, entendido aqui numa perspectiva mais ampla, como o lugar onde o cientista trabalha, o investigador, que opta pela segunda face da ciência, tem a oportunidade de encarar a ‘caixa-preta’ antes que ela seja fechada. O conhecimento pertence a todos e não somente a uma parcela da sociedade, com ele cria-se uma visão crítica de tudo que está ao nosso alcance.

Se a ciência pronta, como reza a tradição positiva, possui certeza, frieza, distanciamento, objetividade, isenção, a pesquisa, segundo Latour (1999), no seu lócus, apresenta características opostas: é incerta, aberta, e está sempre às voltas com problemas ‘insignificantes’, como dinheiro, instrumentos, capacidade técnica, incapaz de fazer distinções de natureza objetiva. Não prospera desvinculada do coletivo, porque, na essência, é uma grande experimentação coletiva que envolve humanos e não humanos (objetos, animais, bactérias), num processo cujo significado é sempre controverso.


Não dá para falar de JC, sem falar desses órgãos:

Associação Brasileira de Jornalismo Científico: http://www.cienciamao.if.usp.br/tudo/exibir.php?midia=mcc&cod=_associacaobrasileiradejornalismocientificoabjc

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência: http://www.sbpcnet.org.br/site/home/

Essas são minhas deixas! Boa leitura!

Jornalismo Esportivo.1

por Perilo Borba

Neste primeiro post, quero indicá-los um bom site com vários artigos sobre "Jornalismo Esportivo": Universidade do Futebol

É só se cadastrar, gratuitamente, para ler os artigos na íntegra. Para achá-los mais rápido, basta colocar "jornalismo" na busca dentro do site.

Hoje, quero indicar 3 artigos deste site, pois vou "começar do começo": como surgiu essa especialização no Brasil até ser o que é hoje?

O Jornalismo esportivo tem se desenvolvido, vencido barreiras de preconceitos e, atualmente, é uma área valorizada e empregatícia. Inclusive, as mulheres, muitas vezes taxadas como "tolas no assunto", têm se destacado. Basta ver os principais programas de esportes da GLOBO e BAND, pois são apresentados por elas.

Brasileiro ama esportes! Principalmente futebol. Há canais fechados com programação esportiva 24h na TV. A editoria de esportes dos impressos e das rádios estão ganhando mais espaços. Sem falar dos inúmeros sites e blogs esportivos.

Mas, seja qual for o veículo, em sua maioria, abordam o futebol. Somos o país desta modalidade. E esse ano entao, que tem Copa do Mundo... nem se fala... Ah, mas deixa esse assunto para depois, falarei sorbe isso no próximo post... AGUARDEM!

Agora, por favor, leiam:





Até breve...